Mil dados, mil gráficos - Parte 5 (gráficos de colunas)
posts na série Mil dados, mil gráficos
- Mil dados, mil gráficos - Parte 1 (Tabelas)
- Mil dados, mil gráficos - Parte 2 (Gráficos circulares)
- Mil dados, mil gráficos - Parte 3 (Barras empilhadas)
- Mil dados, mil gráficos - Parte 4 (gráficos radar)
- Mil dados, mil gráficos - Parte 5 (gráficos de colunas)
- Mil dados, mil gráficos no forum de Stephen Few
Este post é o último da série “Mil dados, mil gráficos” e é aquele que, na minha opinião, melhor reproduz os dados utilizados para o exercício, a estrutura do consumo das famílias em países da Europa.
As várias categorias foram representadas por gráficos de colunas, por ordem decrescente do peso de cada uma na EU25. Os países foram ordenados por peso da categoria Food, a que tem maior variabilidade. Nos países que em cada categoria tem um peso superior à média da EU25 o excedente é sublinhado por outra cor.
Esta forma de representação mostra claramente a importância de cada categoria e os casos em que há particularidades locais, como o peso dos restaurantes na Espanha e na Grécia ou o peso das bebidas alcoólicas no Luxemburgo. Podemos detectar também alguma correlação inversa entre o peso da alimentação e de outras despesas, como o recreio e cultura.
Esta é uma representação analítica e dinâmica, em que poderíamos refazer as ordenações de forma a encontrar mais resultados interessantes. Para comunicação dos resultados a tabela seria simplificada, com a agregação de categorias menos representativas, por exemplo.
Os leitores deste blog observarão que esta opção é inspirada pelos princípios da matriz ordenável de Bertin, a qual garante que é feita uma transcrição gráfica rigorosa dos dados, sem ruído e capaz de ser uma base de análise eficaz de todos os dados.
Julgo que, de entre as cinco variações propostas (1, 2, 3, 4), esta é que maior número de respostas oferece e, nesse sentido, a que melhor nos permite compreender a totalidade da informação. O esforço cognitivo é também minimizado, o que torna a análise bastante eficiente.


Não me leve a mal. O gráfico é bonito mas, excepto por razões decorativas, a tabela continua a ser preferível. A maioria das pessoas que são capazes de ler um gráfico com 300 dados, como este, também são capazes de ler uma tabela numérica. E a tabela é muito mais informativa e muito mais facilmente manipulável. Alguém, neste gráfico, consegue perceber a importância relativa, entre países, das despesas com educação? Para quê perder tempo a fazer o gráfico?
Vasco, o seu comentário é demasiado rico para lhe tentar responder com outro comentário. Irei usá-lo como base para um novo post, ok? Tentarei ser breve.